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O fundamental no namoro

O fundamental no namoro

Que é fundamental num namoro?

Duas coisas: conhecer-se bem e definir um projecto de vida em comum.

Quem o diz é Maria Álvares de las Asturias, casada, mãe de quatro filhos e que trabalha com famílias na prevenção de dificuldades matrimoniais.

Para um cristão, o namoro é sempre uma preparação para o casamento. Mas, quando é que dois namorados devem decidir dar o passo de se casarem?

Quando, depois de se conhecerem bem e verificarem que é possível definir um projecto de vida em comum, descobrem que querem que esse amor que possuem um pelo outro seja uma realidade definitiva.

Esta é a grande diferença entre casar-se ou optar por outro tipo de relação.

Muitas pessoas, nos dias de hoje, gostariam de escolher um amor definitivo nas suas vidas, mas têm medo. Um medo que escraviza e paralisa!

Têm medo de que o ideal de um amor para sempre seja impossível. Basta olhar à nossa volta: quantos casamentos “desabam”! Que garantias tenho de que no meu caso será diferente?

Esta insegurança leva muitos a conformarem-se com um namoro o mais longo possível, deixando Deus de lado, dando por assente que é impossível que seja para sempre.

E este é um ponto de partida que faz desmoronar o namoro. Se começas a namorar com a convicção de que algum dia isto é capaz de afundar, podes ter a certeza duma coisa: afunda mesmo!

Amar alguém para sempre é “arriscado”. Não podemos controlar tudo. O que podemos dizer é apenas “quero amar-te sempre, até ao fim da minha vida”. E podemos dizê-lo todos os dias, mesmo que não “sintamos” nada, porque o amor reside na “decisão” da vontade e não no “vento” dos sentimentos.

E acreditemos – vivendo de fé – que Deus quer tornar realidade esse desejo sincero que pôs no nosso coração: amar o outro para sempre, sem condições de nenhum tipo.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Não acertar no alvo

Oratorio S. Josemaria – Não acertar no alvo
Não acertar no alvo

Deus criou o homem para que ele seja feliz. Feliz aqui na Terra e feliz depois na Vida eterna.

No entanto, como alguém disse, «parece que a maioria dos homens que passam por este mundo nasce, cresce, casa-se, tem filhos, envelhece e morre sem nunca encontrar a verdadeira felicidade».

Porque é que isto é assim?

A fé diz-nos claramente que o único inimigo verdadeiro da felicidade é o pecado. Além disso, diz-nos também que herdamos dos nossos primeiros pais uma natureza humana que está inclinada para o mal devido ao pecado das origens.

Não somos maus – mas estamos misteriosamente inclinados para o mal. E a reposta mais humana para esta realidade palpável é a doutrina católica sobre o pecado original.

O problema é que, hoje em dia, perdeu-se a noção do que significa a palavra “pecado”.

Alguns pensam que é um simples “tabu” inventado com o fim de que nos portemos bem. Outros pensam, erradamente, que Deus não deseja a nossa felicidade nesta Terra. Somente depois na Vida eterna. Por isso, resolveu decretar que é pecado tudo aquilo que gostamos de fazer. Só para nos aborrecer!

Em grego, língua original do Novo Testamento, pecado diz-se “hamartia” que significa, entre outras coisas, “falhar na meta” ou “não acertar no alvo”. Não compreenderemos bem a realidade do pecado enquanto não soubermos detectar o desejo de felicidade insatisfeito que o gera.

A nossa verdadeira felicidade encontra-se somente em Deus. Se não enchemos o nosso coração de amor a Ele e ao próximo por Ele, o coração vai procurar encher-se de coisas que não são capazes de o saciar.

Isso é a essência do pecado: procurar a felicidade onde ela não está.

Podemos encontrar no pecado uma “felicidade passageira”, efémera. No entanto, logo a seguir, vem a amargura de não termos acertado no alvo para o qual fomos criados.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Jantar juntos

Jantar juntos
Jantar juntos

Um estudo recente, feito no Canadá e citado por Leonard Sax num dos seus livros, chegou à conclusão de que a preocupação dos pais de jantarem habitualmente com os seus filhos possui uma enorme importância na educação.

No entanto, o estudo específica o que significa “jantar com os

filhos”. Não significa, simplesmente, comer juntos à mesma mesa e no mesmo horário. Isto é necessário, mas não é suficiente.

Jantar com os filhos, para este estudo, significa também ter a televisão desligada e não permitir o uso de telemóveis enquanto se está na refeição.

Algumas conclusões desse estudo: os filhos que jantam habitualmente com os seus pais são menos propícios a padecer problemas como sentirem-se tristes, ansiosos ou sozinhos. E são mais propícios a ajudar os outros e a mostrarem-se satisfeitos com as suas vidas.

É claro que jantar juntos não resolve todos os problemas da educação. Mas é evidente que ajuda os pais a dedicarem um tempo concreto a falar com os seus filhos, a ajudá-los a saberem comportar-se, a saberem ouvir os outros, a saberem falar do que lhes aconteceu nesse dia, a não terem caprichos na comida etc.

Se o tempo em família é o principal momento do dia para os pais – e é difícil que o seja se não têm a preocupação de jantarem juntos – é muito mais provável que os pais saibam o que acontece com os seus filhos.

Assim, se a escola enviar uma informação a dizer que o teu filho se portou mal, por favor, não vás a correr ao psiquiatra. Pergunta o que aconteceu. Fala com o professor. Faz tudo o que estiver na tua mão para ensinar o teu filho a respeitar boas normas de conduta. Recorda que tu és o primeiro responsável – não é o professor, nem é o psiquiatra – por inculcar essas boas normas ao teu filho, começando lá em casa às refeições.

Se não tens tempo para jantar com os teus filhos, é muito difícil que o faças. É o que diz o estudo. Mas, mesmo que não o dissesse, parece óbvio, não é?

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Exercer a autoridade

Exercer a autoridade

«Uma senhora veio ao meu consultório com a sua filha de sete anos, que tinha uma irritação na garganta. Como a rapariga não abria a boca, fiz um sinal com a cabeça à senhora para que, com a sua autoridade materna, me facilitasse a minha missão médica.

– Querida, o doutor necessita ver a tua garganta.

Não te importas de abrir a boca? Depois da consulta, prometo comprar-te um gelado.

A rapariga parou um momento a pensar. Depois, começou a clamar em altos brados:

– Não quero, não quero!

O que deveria ter sido um simples exame de poucos segundos converteu-se numa negociação materno-filial de vários minutos».

Ouvi esta narração há pouco tempo contada por um médico. Onde está o problema desta história? Na atitude mimada da rapariga?

Claro que não!

O único problema está na abdicação total da autoridade por parte da mãe.

Em vez de dizer à filha claramente o que devia fazer, a mãe da criança transformou a ordem que devia ter dado numa proposta negociável.

E, pior ainda, converteu a negociação numa espécie de suborno: se abres a boca agora, depois dou-te um gelado. Como se abrir a boca fosse uma acção de tão elevado mérito que “exigisse” uma generosa recompensa.

Quantos problemas na educação dos filhos procedem disto: da abdicação da autoridade dos pais. Com os filhos pequenos, não perguntes: ordena! (não significa que o faças como no serviço militar). Não negoceies: indica claramente o que devem fazer!

Porquê?

Porque possuis uma autoridade natural para indicar o bom caminho aos teus filhos. Porque se não exerces essa autoridade quando deves, eles, evidentemente, ficarão mal-educados. Não têm a capacidade, com essa idade, de se educarem a si mesmos.

Quando os filhos se tornam adolescentes, as explicações são mais apropriadas. No entanto, “explicar” não é sinónimo de “negociar”.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Namoro e fé

Namoro e fé

Qual é o sinal de que um namoro se vive de um modo cristão?

Talvez existam muitos sinais. No entanto, há um que me parece de especial importância: que o amor mútuo ajude cada um deles a estar mais perto de Deus. Que o namoro alimente de verdade a sua fé, por ser vivido de acordo com ela.

Hoje em dia, confunde-se com muita facilidade “ter fé” com “viver de fé”.

Para namorar de um modo cristão não basta encontrar uma pessoa que diga que tem fé. E ainda menos se essa pessoa afirma que tem fé, mas não a pratica. É uma “fé teórica” – o que na prática é o mesmo que dizer que ela ou não existe ou está morta.

É preciso encontrar alguém que “viva de fé”. Que a fé que diz ter influencie realmente o seu modo de actuar. Também, como é lógico, o seu modo de namorar e de entender o casamento – meta para a qual tende todo o namoro que se diz cristão.

Ora, o namoro é um momento crucial na vida de uma pessoa em que a sua fé é posta à prova.

Porque é que isto é assim?

Porque namorar de acordo com a verdade exige um esforço real para não se deixar arrastar pelas tendências desordenadas do coração humano.

Os cristãos genuínos vivem “na carne”, mas não vivem “segundo a carne”, como diz São Paulo. Viver um namoro de um modo cristão é viver um amor autêntico, verdadeiro, honrado e sincero. As palavras são bonitas, mas exigem um esforço real. Para quem ama de verdade, esse esforço vale sempre a pena.

Resumindo: o esforço por viver um namoro de um modo cristão põe à prova o peso real que a fé possui na vida de uma pessoa.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Amar é um verbo

Amar é um verbo

«Estou muito preocupado com o meu casamento. A minha mulher e eu já não sentimos nada um pelo outro. Acho que já não nos amamos. Os sentimentos – antigamente tão maravilhosos – desapareceram misteriosamente. Não sei explicar como chegámos a esta situação. O que sei é que não podemos continuar assim».

Este tipo de argumentação é, infelizmente, lugar-comum nos dias de hoje. Para muitas pessoas este modo de raciocinar é lógico e coerente. Se já não existem “sentimentos”, isso é sinal inequívoco de que o amor acabou. Não há nada a fazer.

No entanto, convém não esquecer que “amar” não é um sentimento, mas um verbo, uma acção – uma decisão da vontade!

Talvez a subtil e omnipresente influência de Hollywood nos leve a considerar os sentimentos como aquilo que de mais genuíno e verdadeiro há no ser humano. Mas isto não é verdade.

A nossa maior capacidade é “amar” – não é “sentir”. Pode-se amar muito sem sentir nada. E pode-se sentir muito e não amar verdadeiramente ninguém – excepto nós mesmos de um modo desordenado.

Conselho oportuno: ame a sua mulher decididamente. Não por si nem centrado em si, mas por ela e centrado nela. Porque decidiu fazê-la feliz mesmo que isso exija entrega. E o amor genuíno sempre exige.

Ame-a de verdade. Seja bom para com ela sem esperar nada em troca. Sacrifique-se. Ouça com interesse os problemas dela. Faça um esforço real por compreendê-la e aceitá-la como é. Está disposto a isso ou o seu egocentrismo já não o permite?

Por que razão se reduz o amor aos sentimentos?

Porque torna a vida muito mais “fácil”. Ser levado pelos sentimentos – o genuíno do “amor moderno” – faz desaparecer a responsabilidade. Deixa-se de “sentir” culpa por não amar. A “culpa” passa a ser dos sentimentos, que não é possível controlar.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

O sentido genuíno do trabalho

O sentido genuíno do trabalho

Um dos problemas mais “espinhosos” da actualidade é a conciliação entre trabalho e família. Parece um dilema profundo de difícil resolução.

Para as mulheres esse dilema pode-se expressar mais ou menos assim: “Ou trabalhas ou tens filhos. Ou te dedicas à tua carreira profissional ou cuidas do teu lar”.

Para os homens o mesmo dilema costuma ter outras “tonalidades”: “Ter filhos agora complica a nossa carreira profissional. Isso seria um transtorno para o nosso casamento. Quando tudo estiver estável economicamente, então, sim. Agora, querida, não dá jeito nenhum”.

A constituição de uma família aparece como um obstáculo para o trabalho, e o trabalho também pode ser visto como um estorvo para a família. Realidades que na sua origem pareciam inseparáveis são vistas neste momento como irreconciliáveis.

O problema não se reduz à perda do sentido da família. A questão está em que se não entendemos o que é uma família, também não entenderemos o sentido profundo que possui o trabalho.

Fomos criados para amar e ser amados. Isto só se realiza no dom sincero de nós mesmos aos outros.

Só com estas premissas claras poderemos entender que o trabalho não é nunca um fim em si mesmo. Não é um âmbito de auto-afirmação ou de auto-desenvolvimento. É – deve ser – um verdadeiro serviço. Um modo de cooperar no bem comum da sociedade, começando pela que temos lá em casa, que se chama família.

É, muitas vezes, a noção do trabalho como “algo meu” – a minha carreira, os meus êxitos, o meu ordenado – que faz “rebentar” a família que tenho lá em casa.

É urgente reconquistar o sentido genuíno do trabalho como “dom de si”: serviço directo ao cônjuge, aos filhos e a toda a sociedade.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Ser Cristo presente entre os homens

Ser Cristo presente entre os homens

Cristo presente entre os homensDeus chama-nos através dos incidentes da vida de cada dia, no sofrimento e na alegria das pessoas com quem convivemos, nas preocupações dos nossos companheiros, nas pequenas coisas da vida familiar.

Deus também nos chama através dos grandes problemas, conflitos e ideais que definem cada época histórica, atraindo o esforço e o entusiasmo de grande parte da Humanidade.

Compreende-se muito bem a impaciência, a angústia, os inquietos anseios daqueles que, com uma alma naturalmente cristã, não se resignam perante a injustiça individual e social que o coração humano é capaz de criar.

Tantos séculos de convivência dos homens entre si, e ainda tanto ódio, tanta destruição, tanto fanatismo acumulado em olhos que não querem ver e em corações que não querem amar!

Os bens da Terra, repartidos entre muito poucos; os bens da cultura, encerrados em cenáculos…

E, lá fora, fome de pão e de sabedoria;

vidas humanas – que são santas, porque vêm de Deus – tratadas como simples coisas, como números de uma estatística!

Compreendo e compartilho dessa impaciência, levantando os olhos para Cristo, que continua a convidar-nos a pormos em prática o mandamento novo do amor.

Todas as situações que a nossa vida atravessa trazem-nos uma mensagem divina, pedem-nos uma resposta de amor, de entrega aos outros (…).

É preciso reconhecer Cristo que nos sai ao encontro nos nossos irmãos, os homens. Nenhuma vida humana é uma vida isolada; entrelaça-se com as outras.

Nenhuma pessoa é um verso solto; todos fazemos parte de um mesmo poema divino, que Deus escreve com o concurso da nossa liberdade. Nada há que seja alheio ao interesse de Cristo (…).

Devemos amar o mundo, o trabalho, as realidades humanas.

Porque o mundo é bom. Foi o pecado de Adão que desfez a harmonia divina da criação.

Mas Deus Pai enviou o seu Filho unigénito para restabelecer a paz, para que nós, tornados filhos de adopção, pudéssemos libertar a criação da desordem e reconciliar todas as coisas com Deus.

Cada situação humana é irrepetível, fruto de uma vocação única, que se deve viver com intensidade, realizando nela o espírito de Cristo.

Assim, vivendo cristãmente entre os nossos iguais, com naturalidade mas de modo coerente com a nossa fé, seremos Cristo presente entre os homens.

S. JOSEMARIA, Cristo que Passa, nn. 110-113.

A decisão mais importante

A decisão mais importante

Qual é a decisão mais importante na vida?
Talvez seja o que é que vamos fazer com ela.
Nós não nos demos a vida. Ela foi-nos entregue. É um presente enigmático e maravilhoso ao mesmo tempo.
Mas, apesar de não nos termos dado a vida, estamos chamados a responder à pergunta (não de um modo teórico, mas profundamente prático): o que é que eu vou fazer com a vida que me foi dada?
E a resolução mais importante parece ser: vou centrar a minha vida em mim ou nos outros?

Claro que um cristão sabe que para centrar a vida nos outros tem antes de a centrar no Outro, que nos deu a vida, e que nos pedirá contas de como a aproveitámos. Esta opção – centrar a vida em nós ou nos outros – é a que mais condicionará o resultado

A decisão mais importante
A decisão mais importante

global da nossa fugaz existência.

É a velha dicotomia expressada por Santo Agostinho há mil e seiscentos anos: dois amores diferentes constroem duas cidades diversas. O amor de Deus até à capacidade de dizer não a si próprio: a cidade celestial. O amor próprio desordenado até à triste capacidade de dizer não a Deus e aos outros: a cidade terrena.

Encontrar alguém generoso ao nosso lado pode ser uma óptima ocasião para pensar com calma: há neste mundo pessoas que se sacrificam por Deus e pelos outros. E eu? Que estou a fazer neste mundo? Que faço por Deus? Que faço pelos outros?
Tenho presente que a decisão mais importante da minha vida devo renová-la, uma vez e outra, todos os dias?
Não basta fazer coisas boas. Isso já é algo – mas é pouco. É preciso fazê-las por amor a Deus e ao próximo. Não por egoísmo ou auto-afirmação.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Frustrações

Frustrações – As pessoas, em geral, sentem-se frustradas por duas razões.

A primeira é por não conseguirem atingir o fim que se tinham proposto. Tentaram, esforçaram-se, esmifraram-se, mas não chegaram lá. Isto causa decepção e desilusão – sinónimos de frustração.

A segunda é por conseguirem atingir o fim que se tinham proposto.

Tentaram, lutaram, perderam, venceram, mas, no final, chegaram lá.

frustrações

Alcançaram o objectivo cheios de alegria e esperança.

Então, porque surge a frustração?

Porque, ao atingirem esse fim, compreendem que ele não vale tanto quanto esperavam. Ou, pelo menos, não possui aquele valor absoluto com o qual tinham sonhado. É uma decepção diferente – mas não deixa de o ser!

Exemplos deste segundo tipo de desilusão: no dia em que acabar o meu curso, aí sim, serei plenamente feliz. No dia em que me casar. No dia em que tiver um aumento de salário. No dia em que receber um prémio especial.

Porque é que nunca seremos plenamente felizes aqui na Terra?

Porque não fomos criados para isto.

“Criaste-nos, Senhor, para Ti e o nosso coração está inquieto (frustrado) enquanto não repousar em Ti” – já o disse Santo Agostinho há muitos anos atrás. A verdadeira felicidade só a podemos encontrar em Deus – que é o Absoluto que criou o nosso coração.

Acreditar em Deus – no Deus revelado por Jesus Cristo – não é um “recurso” para superar a ignorância. Não é um salto no vazio. Nem é, muito menos, uma mera luz subjectiva.

É a resposta de cada um de nós – pessoal, livre e libertadora – a Deus que Se revela. Resposta que, ao mesmo tempo, nos traz uma luz extraordinária para entender o sentido último da fugaz passagem por este mundo.

A fé é um dom de Deus que muda a nossa vida porque a enche de luz.

E, então, sim, compreendemos perfeitamente o porquê das frustrações: não fomos criados para isto; estamos aqui só de passagem.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria